Melhores poemas Siomar III (tradução 73 idiomas)

POEMA PARA LUIZA DORNAS



Teu
porte elegante no tailleur verde bem cortado,
tua
postura de mulher de luta, na consciência
do
poder de Estado, oriundo do Governo Roriz,
líder
maior, nosso JK do cerrado no Planalto Central,
consolidador
de Brasília, Capital da República Brasileira...

Teu
porte elegante  no tailleur verde bem cortado,
bela
Secretária de Estado na Capital  Federal
de
Niemeyer, de Lúcio Costa, do Governador Roriz,
Construtor
de viadutos, do metrô, da super ponte do Lago
Sul
poesia de concreto, sinfônica coreografia
de
magníficas curvas no  cimento sobre tranqüilas águas
no
lago azul na tarde de primavera quente,
sensual, febril.

Teu
porte elegante no tailleur verde bem cortado,
plena
consciência de poder centralizado, guerreira,
corajosa,
estrategista, combativa, ternura camuflada
sob
a capa do poder do Estado.

Teu
porte elegante no tailleur verde bem cortado,
elegância
de mulher, no pináculo do poder da cultura,
na
poética Brasília de JK, no centenário de vivência
do
mineiro humilde de Diamantina das Minas Gerais
nas
verdes montanhas, dos inconfidentes de Ouro Preto.

Luiza Dornas,
líder maior graduada no Conselho de Cultura,
companheira
na adversidade, na alegria, no combate,
obrigado
em nome dos poetas pela sinfônica orquestra,
pela
Ópera Carmem, pelo Baile de Máscaras de Verdi,
pela
Ópera de Pequim, pelo Ballet Kirov,
pela
suprema magia do estilo da dança Flamenca...

POEMA PARA O GOVERNO MUNDIAL


Meu sonho
é ver a ONU  se transformar no Governo Mundial...
um
Parlamento universal, para todas nações...
um
Primeiro Ministro... um Ministério voltado,
para
o bem estar do homem... o Ministério da felicidade,
o
Ministério da criança, do idoso, a desmobilização
dos
grupos armados, os recursos da guerra em trilhões
de
dólares, retornando às forças da paz, para fraternidade,
igualdade,
solidariedade, sonho maior da Revolução Francesa.

Meu sonho
é ver todos povos comemorando o amor,
os
jovens se beijando à sombra fresca dos laranjais,
nas
verdes campinas em festa, no puro êxtase da carne
e
do espírito.

Meu sonho
é o amor natural, onde igrejas não serão necessárias,
porque
o planeta terra com seus lírios, rios, flores, cachoeiras
em
arco-íris será única catedral, onde cristianismo
não
será só teoria, mas amor na prática do viver
de
todos os dias, onde o Vaticano e o Papa serão peças seculares
de
museu, de um  passado distante, repleto de cruéis contrastes.

Meu sonho
é ver o homem dirigindo sua agressividade natural,
para
brancas estrelas em noite enluarada,
observando
galáxias, nelas procurando sua integração maior
com
o Criador, na energia, essência magnética de Deus.

Meu sonho
é ver a ONU se transformar no Governo Mundial...
um
Parlamento universal, para todos povos,
onde
nações serão Estados do Governo planetário...
um
só corpo, uma só cabeça, um só Parlamento,
um
só dirigente, para todas raças... um Primeiro Ministro,
Ministérios,
para o bem estar dos seres... o Ministério da felicidade
onde
os excluídos serão seres prioritários.

Meu sonho
é destruição da máquina de guerra,
é
sentir que o homem não tem medo do outro homem,
e
ver trilhões de dólares dos exércitos vertidos,
para
a construção de um mundo novo, voltado para paz,
para
igualdade, solidariedade, fraternidade.

Meu sonho
é ver o bem vencendo o mal, o sol eliminando trevas
na
noite fria, aquecendo corpos esqueléticos, maltrapilhos,
esquecidos
pela egoísta sociedade de valores invertidos.

Meu sonho,
é o de Simóm Bolívar, Ganhy, Alexandre Magno da Macedônia,
meu sonho,
é o de Sócrates, Platão, de todos os veneráveis vultos
do
passado, que moveram a roda da História de encontro a integração
do
Microcosmo com o Macrocosmo na catedral dos sonhos
e
dos eleitos, no êxtase do amor... somente do amor...

POEMA PARA O PARQUE DA CIDADE



Parque
da cidade Sara Kubitschek, suntuoso, belo,
magistral,
reestruturado por Joaquim Roriz, Governador,
JK
de Luziânia, tocador de obras maior
nas
verdes campinas no Planalto Central...

Parque
da cidade, magnífico, belo, magistral,
onde
famílias no stress do dia a dia,
buscam
o refrigério, para almas aturdidas
na
luta da sobrevivência dura e cruel.

Parque
da cidade, magnífico, belo, magistral,
oito
kilometros de êxtase, de verde, de árvores
coloridas
na noite estrelada de mil sonhos,
onde
o poeta busca  nas caladas da noite
a
poesia pura de Brasília... terra de JK,
meu
amigo, meu líder, meu guia, meu herói.

Parque
da cidade, magnífico, belo, magistral,
e
que Governador Roriz, com pinceladas
de
artista o transforma com árvores do cerrado,
entre
os mais belos do mundo, qual Nova York
na
suntuosidade do meio ambiente,
tornando
a existência mais bela, mais poética,
para
que filhos de JK  tenham  mais amor
à
nova Capital, centro de luz, para o Amazonas,
onde
se desenvolverá a Capital do Terceiro Milênio,
projetando
solidariedade, luz, amor, para o coração da humanidade...

POEMA PARA UM ANJO



Bendita sejas tu, meiga criança...
tu estás tão longe dos olhos meus, doce criatura,
mas minh’alma está velando tua alma, protegendo
teus dias no desejo sincero, para que tu sejas feliz;
que teu futuro seja supremo nos tortuosos caminhos
deste mundo louco, cruel, imprevisto.

Sinto,
na penumbra da noite escura, que meu espírito
vela por ti na ternura dos seres eleitos;
vejo tua alma rondando meu quarto, velando minh’alma
de poeta, tentando curar stress desta tresloucada
vida, provocada pela humanidade podre na insensatez
de desejos incontidos, fétidos, por quê e para quê,
se todas ilusões terminam na fria rampa dos campanários.

Bendita
sejas tu, cândida figura clonada de Deus,
nas trilhas da terra azul... bendita Mariana,
amparando-te no aconchego do lar perfeito,
que protege, encaminha humanos seres,
para o amor de Jesus.

Bendita
sejas tu, virgem donzela, minh’alma vela
por teus sonhos na divina esperança;
que a felicidade seja tua companheira no saber,
no conhecimento, ética, justiça, como hino
de glória a Deus, nosso guia, nosso pai.

Bendita
sejas tu, anjo sublime; quatrocentos quilômetros
nos separam, mas meu espírito vela teu espírito,
rogando a Jesus pelo sucesso de teus ideais.

Bendita
sejas tu no seio materno de nossa irmã Mariana,
não cansada de luta nas desfloridas vielas
deste orbe insano, duro, injusto.

Bendita
sejas tu, só tu, angélica criança, futura mulher
de carne, leite, sangue, cidadã deste Brasil
verde-amarelo, pátria do evangelho,
guia, para transformação do planeta na construção
milenar do amor, onde todos sejam iguais
na solidariedade dos justos.

Bendita sejas tu, anjo na existência em festa
consumida; que tu sejas missa em réquiem,
louvando o pai, que vive nas brancas estrelas,
velando por ti, por mim, para todos os seres em noite
enluarada.

POESIA DO MUNDO


Eu
sou o vento que ruge nos campos
verdes
e nos bosques em flor...

Eu
sou o canto sinfônico dos pássaros,
na
solidão das florestas e das laranjeiras.

Eu
sou o perdão que traduz consolo
aos
aflitos.

Eu
sou a araponga no seu canto fúnebre.

Eu
sou o pobre que dorme ao relento
e
come o pão da miséria.

Eu
sou a dor, o sofrimento, a felicidade.

Eu
sou a brancura das estrelas
que
dormem na eternidade do espaço.

Eu
sou a meiguice, ternura das crianças.

Eu
sou a imagem de Jesus, pregando nas ruas da Galiléia,

Eu
sou a vida, meu nome é a poesia do mundo...

QUIS DIZER-TE UM DIA




Quis
beijar-te a face mui linda, levar meus lábios
loucos
em delírio à tua boca vermelha e dizer-te tu és
meu
único amor, razão infinita de meu viver de poeta,
que
vaga, qual nau perdida na amplidão do universo...

Quis
deitar meu corpo junto ao teu corpo, para que eles
fizessem
unificados o sexo, o respeito, que a carne merece.

Quis
possuir-te n’alma bela, que chora, murmura nos trilheiros
conturbados
deste mundo aflito e dizer-te tu és o espírito gêmeo,
cuja
afinidade absorveu meus pensamentos, minha poesia,
que
livre corre como córrego na cascata de meu pensar, fazendo
cachoeira
de mil quedas em meu coração agoniado.

Quis
na aurora da vida ofertar-te tudo de bom, que o homem
pode
oferecer à mulher amada... mas ó mísero planeta, cujos
ideais
são paralelos, não se encontrando jamais na distância
do
tempo espaço.

Quis
beijar-te a face rubra de inocência e dizer-te tu és tudo!...
a
luz... as estrelas... mas ó sonhos na aurora
da
existência, que não voltam jamais no entardecer dos anos...

SILVIO BARBATO


(Regente mágico na Sinfônica de Brasília)



Teatro Nacional Cláudio Santoro...
repleto... completamente lotado... noite de gala...
a
orquestra composta, compenetrada...
o
público impaciente...

O
maestro Silvio Barbato
penetra
no recinto, o êxtase contagia o ar...
erecto,
no elegante porte se curva, reverenciando
refinada sociedade.

Tua
cabeça verticalmente se levanta,
rápida
no característico porte...
mãos
entreabertas em forma de cruz...
se
concentra, a batuta dá o toque,
a
orquestra explode... violoncelos, violinos,
flautas,
oboés, clarinetes no frenesi
do
belo, que entorpece corações eleitos.

No
palco Rigoletto, o tenor, a soprano
na
suprema força de Verdi, do gênio sobrenatural,
que
um dia habitou o mísero planeta azul,
no
contraste da miséria, da opulência
na
existência decomposta.

O
tenor surpreende no perfeito talento
redivivo
da suave música, consolando corações
na
dor, no desengano do mundo.

A
soprano no palco de branco puro,
com
sua sonoridade de anjo, estraçalhando
o
íntimo dos seres, penetrando no peito,
explodindo
átomos em formação, acelerando adrenalina,
DNA
no vermelho sangue, na delícia do belo,
provocando
êxtase de todos êxtases, orgasmo
de
todos orgasmos.

Sua
voz de veludo, de seda macia, contagiando
todos
os ares na emoção, na meiguice, na melodia
do
sonoro canto... o poeta, mudo, divagando
no
distante passado, relembrando amores
perdidos
na remota infância.

No
canto sublime, magnífico, cirúrgico,
sobretudo
no harmonioso timbre do puro amor,
embriagando
todos seres dilacerados pelo terror
de
New York.

Aturdido
no gozo, no delírio do encanto,
o
poeta esquece tudo, viaja pelo relativo
tempo
do interior de si mesmo, na catedral
dos
perdidos sonhos.

O
maestro Silvio Barbato,
embriagado
pela música... o poeta sentindo o som
penetrando
nas entranhas d’alma, frenética, enlouquecida.

O
maestro clonado, para a música, vibrando energias
no
fantástico show do existir, no elo perfeito
do
sonho real, sobrenatural.

Silvio Barbato,
Mozart reencarnado no toque ritmado,
regendo
sinfônica orquestra... o próprio universo
em
festa na magia do teatro.
é
Verdi, Chopin, Beethoven, Carlos Gomes,
Bach,
incorporados em Silvio Barbato,
dando
força na expressão angelical da sinfonia,
no
canto magistral do tenor, da soprano
em
noite musicada no delírio dos Deuses...

SIOMAR, ELA E BILAC




Disse
Olavo Bilac, poeta maior:
cheguei, chegaste, vinhas fatigada e triste
e triste e fatigado eu vinha; tinhas a alma de sonhos
povoada e a alma de sonhos povoada eu tinha
e parados de súbito na estrada da vida, longos anos presa
à minha a tua mão.

Veja, meu amor,
Bilac poeta do eterno beijo estraçalhou meu coração
com a ternura imaculada de teus sonoros versos.

Veja meu amor,
Olavo Bilac do frio túmulo invadiu com o frenesi
de teu belo canto o interior de minhas moléculas,
explodindo o DNA de minha clonada carne, na genética
engenharia de meus históricos antepassados.

Veja meu amor,
Bilac com a ternura de sua poesia penetrou meu sangue;
sua melodia invadiu minhas veias, inundando no gozo
d’alma minhas moléculas já semimortas, semidecompostas
nas veredas desta terra azul, nas amarguras
deste mundo cruel, insano.

Veja,
pálida donzela, tu em sonho me ouves na penumbra
de teu quarto na noite escura, nua com tua epiderme
macia no convite ao sexo enlouquecido, no desejo
de amor e posse.

Veja
a candura deste poema:
cheguei, chegaste, vinhas fatigada e triste
e triste e fatigado eu vinha; tinhas a alma de sonhos
povoada e a alma de sonhos povoada eu tinha.

Veja, amor,
eu poeta clonado na estelar energia, embriagado
no tresloucado amor entre beijos e abraços, dizendo-te;
tu és sensual de calcinha preta, com teus brancos seios,
desnudos, convidando, provocando desejos incontidos.


Tu
que me ouve no leito macio, tu, virgem
nos sonhos n’alma pura.

Eu
habitando teus delírios afirmo:
tu, fêmea dos sonhos meus, cerra teus verdes olhos,
descobre tua imagem, tuas pernas de pele branca,
macia como seda chinesa, para que nossos corpos
se completem na comunhão carnal.

Amor,
minh’alma está contigo na tua cama macia
de descanso... eu, nu, deitando-me a teu lado,
sussurrando poemas de encanto e posse a teus ouvidos,
para que tu possas ires ao gozo do supremo espírito,
em múltiplos orgasmos e tu sentirás o cósmico esperma
penetrando no teu ventre, fecundando-te na santidade
da reprodução dos eleitos seres, no amor universal,
perdidos na eternidade das brancas estrelas do céu azul,
com trilhões de galáxias, oriundas da magnética energia
de Deus cósmico, gerado na desintegração do átomo,
da matéria, da anti-matéria na espontânea geração.

Meu amor,
disse Olavo Bilac: cheguei, chegaste, vinhas fatigada
e triste e triste e fatigado eu vinha; tinhas a alma
de sonhos povoada.

Dorme outra vez, cerra teus verdes olhos, virgem donzela,
sonha com este poema de meiguice n’alma tua,
porque quando tu acordares pela manhã na primavera
em festa, sob o canto do bem-te-vi, tu sentirás
meu corpo quente acoplado ao teu corpo escultural,
para amar-te no tesão perfeito de triplos orgasmos,
e eu, poeta da vida, sussurrando a teus ouvidos versos
de delírios e êxtase, para teu corpo enlouquecido.

Ao
acordar tu sentirás min’alma ajoelhada a teus pés,
e tu, só tu, trêmula, louca, tocando minha boca,
minha língua enrolada à tua, no beijo molhado
pelo orvalho da madrugada; eu, bebendo tua saliva,
tu sugando minhas proteínas, minha língua
descendo pelo teu corpo branco, macio, sentindo
o suor de teus poros entreabertos e tu no frenesi
do trêmulo gozo, dizendo-me entre abraços e beijos:
querido, eu te amo no eterno amor; e eu, beijando-te
o ouvido, os seios, o pescoço, os vermelhos lábios,
acariciando teus negros cabelos eu digo:
cheguei,
chegaste, vinhas fatigada e triste e triste
e fatigado eu vinha; tinhas a alma de sonhos povoada
e a alma de sonhos povoada eu tinha.

TEU CORPO ESGUIO NA DANÇA FLAMENCA

Tu,

na cadência ritmada da dança,
simbolizas
o esplendor da música, da harmonia do universo...
tua
sensibilidade, explodindo na face iluminada
e
contraída, emociona o poeta... teu irmão nos trilheiros
deste
mundo louco, onde a cultura do belo fascina
o
interior d’alma, privilégio da elite putrefata,
corrupta,
decomposta na inversão dos sacrossantos valores.

Teu
sorriso, como o sol  dissipando trevas
na
noite escura, ilumina corações,
motivando
esperança na construção de um orbe melhor,
onde
a prioridade do ser humano seja o amor,
somente o amor.

Tu,
no palco, face contraída, teus olhos semi-abertos,
refletes,
intensamente, a sublimidade do belo, do êxtase,
que
vive em teus sonhos... que germina no DNA
de
teu sangue, na espessura de tua carne branca,
macia,
perfumada na melodia da poesia em festa consumida.

Teu
corpo esguio, erecto na suprema coreografia
da
dança, teus arquitetônicos gestos, desenhados,
calculados
no espaço vazio... no ritmo cadenciado dos seres
eleitos.

Teu
sorriso, como sol dissipando trevas
na
noite escura, ilumina o apagão de almas impuras.
Ah!...
teu sorriso, símbolo da suprema estrutura do cosmo,
com
trilhões de brancas estrelas nas noites sonoras
e
azuis de meu Brasil verde-amarelo.

Tua
dança, teus gestos, tua coreografia em cena,
teus
olhos cerrados, sentindo o êxtase da sinfonia,
que
entorpece o íntimo, dilacerando o espírito,
explodindo
o coração do poeta, que mudo observa teu estilo
fantástico,
tua suave poesia, tua postura imaculada na breve
passagem
por este planeta obscuro.

Teu
sorriso, ah!... teu sorriso, teus olhos semi-abertos,
no
palco solitário, teu movimento é como o sol regendo
o
sistema solar na orquestra magistral
do
universo, composto de bilhões de galáxias, nebulosas,
na
relatividade do espaço-tempo de Albert Einstein...

TEU SORRISO



Teu
sorriso é como um sol, dissipando trevas
na noite escura, iluminando todos os seres
na fecundação do solidário amor,
que entorpece corações eleitos.

Teu
sorriso mesclado com todas as cores
da ternura de tua alma moça,
emociona o coração do poeta,
no questionamento de tudo que é belo,
nos trilheiros deste mundo repleto de beleza,
desejo e posse.

Quis
dizer-te tudo e nada... dizer-te
que teu sorriso dissipa trevas da maledicência,
provocada  por zombeteiros espíritos,
que infernizam a existência de criaturas belas,
e dizer-te o nada... o silêncio ...
somente o silêncio no sincero desejo de exclusão
evitada, na incompreensão, que tortura, fere, mata.

Quis
dizer-te que teu sorriso é êxtase, que   ilumina,
provocando felicidade, levando mensagem do belo,
da ternura pregada por Cristo nas ruas da Galiléia...

Quis
dizer-te que a pureza de teu semblante
desintegra na atmosfera do relativo tempo,
a mensagem do amor de Deus, conclamando,
que nem tudo está perdido na desintegração
da sociedade enlouquecida, decomposta.

TEUS OLHOS... TEU CORPO



Tu
te lembras, quando mirando teus cabelos
e
tua boca eu disse...

Quis
beijar-te os lábios n’um beijo do tamanho
de
um século e dizer-te, que entre milhões de mulheres,
tu
és divina, única, sobretudo inspiradora de um santo
poema de amor.

Mirando-te
com meu espírito puro de poeta eu disse...
farei
versos, para tua face perfeita como ondas
verdes
dos mares do sul.

Tu
ficaste no salão, esguia, charmosa, com teu corpo
arquitetônico,
modelado em linhas da Grécia de Alexandre Magno,
permitindo
contraste com a magistral Vera Fischer.

Tu,
no recinto, feminina em vestido branco,
qual
noiva sedutora... a teu lado o potente mustang
vermelho
de oito cilindros... ah! Tu com tua face celestial
e
eu a pensar:... qual a forte imagem... ela ou o mustang...
será
ela?... será ele?...

Fui
embora e tu ficaste no evento, teu vulto
acompanhou-me
ao leito, sonhei com teu sexo... disse,
para
mim mesmo, que mulher!... que tesão!...
que
visão!... que paixão!...

Ah!...
teu olhar, teu sorriso neste rosto bonito,
no
conjunto desta carne macia... deliciosa.

Ah!...
teus olhos verdes mansos como ondas dos mares
do
sul.

Ah!...
teu corpo... teu bumbum magnífico, arredondado,
provocando
o querer guerreiro, que existe em mim.

Ah!...
fêmea fatal, Cleópatra reencarnada, motivando
a
adrenalina do vermelho sangue, na erupção do vulcão
em
meu peito, estraçalhando o coração colorido do artista,
na
terra azul de mil cachoeiras.

Tu
foste uma emoção, um êxtase na Sexta Feira,
um
sonho, uma ilusão passageira e na Quarta Feira,
a
fria realidade na frigidez do mármore,
do
ser humano inconseqüente... tu ficaste no passado,
foste
um momento, apenas um momento, um milésimo de segundo
na
relatividade do espaço tempo e minh’alma milenar
seguirá
por outros caminhos, contemplando outros olhos verdes,
como ondas dos mares do sul.

UBERLÂNDIA... MEU AMOR

Uberlândia,
meu amor primeiro, metrópole que me viu nascer,
engatinhar
e dar passos primeiros pelos caminhos
floridos
da existência em festa.

Uberlândia,
terra da infância pura, da juventude,
dos
loucos amores, dos primeiros beijos,
dos
derradeiros sonhos.

Uberlândia,
capital do Triângulo Mineiro, líder regional
na
cultura, na medicina, na política,
pioneira
nos arranha-céus, cortando o vazio do espaço
tempo...
de Albert Einstein, querendo atingir estrelas.

Uberlândia,
bela cidade de avenidas suntuosas, verdes árvores,
repletas
de pássaros, gorjeando ao amanhecer do novo dia,
na
orquestra sonora e viva na natureza de Deus.

Uberlândia,
terra de minha infância perfeita, da juventude,
dos
loucos amores, dos primeiros beijos, dos derradeiros
sonhos.

Uberlândia... centenária Uberlândia,
cidade
do progresso, encruzilhada de rodovias interligando
o
Brasil de Norte a Sul, de Leste a Oeste.

Uberlândia,
charmosa capital regional, com o majestoso Praia Clube,
o
exuberante parque sabiá, a praça Tubal Vilela, a Catedral,
o
Estádio Juca Ribeiro, o imponente palácio do Fórum.                                      U

Uberlândia,
magistral, divina, metrópole com belos edifícios,
cortando
o céu, atingindo estrelas.

Uberlândia,
meu amor primeiro, que me viu nascer, engatinhar
e
dar passos primeiros pelos caminhos
floridos
da existência em festa.

VAIDOSA




Vestida de brancas rendas, de pérolas ornada,
caminhava pela avenida indiferente, orgulhosa,
sob olhares frenéticos da multidão apaixonada,
que cobiçava extasiada sua beleza apetitosa.


Caminhando em finos passos pela rua asfaltada,
ela passou próximo a mim, assim altiva, vaidosa,
lançando-me olhar de desdém por muito ser amada,
pelos play-boys da juventude transviada, criminosa.


Deixe de sonhos e ilusões, deixe de orgulho, criança,
porque, por mais que somos jamais seremos alguém,
diante deste infindo universo de vidas em esperança...


Saiba portanto que, perante a vida, não somos ninguém,
mesmo que tudo saibamos, qual areia n’um remoinho de vento,
vagamos perdidos pelo mundo em lamúrio e lamento...

VERSOS A UM FUTURO FILHO



Meu filho, meu adorado filho,
tu que ainda não vieste à vida,
tu que já foste filho do tempo e do espaço,
tu que já foste átomo e molécula desintegrada
dentro do vazio e da amplidão do cosmo,
tu que já foste partícula elétrica do universo,
tu que ainda não fôste-gerado no cômico teatro do viver
e que dormirás no útero virgem da donzela...

Meu filho, meu adorado filho,
tu que és adorado e amado antes da comédia física,
tu que és velho como os antigos deuses,
tu que já viveste no Sudão, no Iraque, na Rússia e no Egito,
tu que já sofreste nas caminhadas longas do passado.
tu que já foste rico, plebeu, desgraçado, feliz e hipócrita
nas etapas compridas das encarnações remotas
e no berço das sucessivas vidas de outras eras,
tu que foste átomo e serás espírito fecundado
no seio virginal da donzela...
e que serás amado pela mãe,
que ambos desconhecemos.

Meu filho, meu adorado filho,
germe do espaço, filho das forças cosmonais,
filho oculto do Deus, que não conheces e que
teu pobre pai ignora, dentro da filosofia
do universo indecifrável...
Tu que és filho incógnito do incompreensível
e produto das complicações do vazio da existência...
tu que virás ao planeta terra e indagarás ao teu pai:
“Pai, por que vivo? qual a razão da vida minha? por que sinto
o palpitar do sentimento dentro do meu peito juvenil?”
então teu pai responderá que também procura o significado
do significado, daquilo que tu também procuras, filho meu.
e então ambos em prantos, procuraremos, nas jornadas do futuro,
A decifração do nada e a filosofia das forças incompreendidas,
porque creio, filho meu, que a vida continua e o espírito sobrevive,
além do frio cemitério da terra e além da transitória matéria,
que é apenas o carro condutor da alma, que se desenvolve
através dos tempos vindouros do futuro.


Meu filho, meu adorado filho,
eu te amo, antes de te ver na comédia humana,
porque acredito ter-te amado noutras planetárias encarnações,
noutras eras, talvez longínquas da história remota
e que latejam no inconsciente do ser, que Deus deu-me
no limiar da existência.

Meu filho, filho meu,
tu que és anjo de Deus e que aguardas a vindoura hora,
para nascer no mundo da miséria e do sofrimento
e para se prostituir no mundo dos egoístas cruéis,
no qual os homens precisam ser feras,
para viverem num mundo de feras,
tal qual Augusto dos Anjos em líricos versos cantou.

Meu filho, meu adorado filho,
tu que vais ser filho e vais ser pai
e vais sentir na carne o espinho agudo
da sociedade prostituída.

Meu filho, meu adorado filho,
tu que foste filho do espaço e do trovão,
tu que foste filho das forças do cosmo
e do oculto Deus;
o teu pai espera-te no planeta,
para guiar-te na escuridão
e nas trevas dos espíritos cruéis
duma humanidade sem rumo certo
e ignorado.

Filho meu, ó filho humilde de minh’alma,
filho dos átomos, que rodopiarão no corpo meu,
teu pai espera-te para te beijar e guiar
no certo caminho,
para acariciar os olhinhos teus,
os cabelos teus
e quando te sentires adulto
sê forte, sê meigo, sê gentil,
para enfrentar a social-doença do injusto mundo,
de misérias, de calúnias, de crimes
e não te deixes corromper com os miseráveis,
com os prostitutos da corrupção,
com os corrompedores da comunidade,
com os injustos, com os malfeitores,
com os vaidosos, com os ricos e com os egoístas.


Sê, filho meu, amigo do pobre que redime
a humildade e a beleza de tudo que é belo...
sê amigo dos animais, que são irmãos teus,
no processo rotineiro da evolução cosmonal.

Ama os animais, ama a água, ama o espaço, ama tudo,
filho meu,
porque tudo e todos são irmãos teus
e estão, como tu, dentro das leis científicas da evolução
do viver, porque tudo se cria e evolui
dentro do conceito da lógica e da razão.

E quando estiveres grande estuda bastante, filho meu,
para clarear a alma tua, única herança do túmulo da terra,
porque o estudo clareia a alma, filho meu, que resides no espaço...
sê, filho meu, um poeta, um astrônomo, um músico, um filósofo
ou mesmo um pobre homem, mas honesto, porque os pobres
são os anjos que Deus colocou no mundo, para fazer a redenção
dos humildes e dos justos.

Une-te com os justos, para fazer a justiça dos tempos finais
e apocalípticos, cantados na Bíblia de Jesus Crucificado
e aparta-te dos retrógrados, dos homens, que vivem
com o espírito dentro das trevas da incompreensão.

Meu filho, meu adorado filho,
quando tu fores velho, pai, avô e bisavô,
perdoa o teu pai que já morreu,
e que não te deu o suficiente para viveres corno um sábio
e então, do outro lado da vida, eu te esperarei,
para nós dois procurarmos o porquê da existência
e, juntos, representarmos no cósmico teatro do viver
“A nova comédia humana”.

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