A DANÇARINA NO SUPREMO ÊXTASE
Quando
falava teu poema, homenageando tua suprema dança,
teus olhos se encheram de lágrimas sentidas,
tuas lágrimas, oriundas dos seres eleitos, comoveram o coração do poeta,
desfigurado na dor do mundo, que tortura, fere, mata.
Quando novamente apresentar teu poema na vez segunda,
quero que tu, com tuas sapatilhas, já desgastadas pelo tempo,
se reverencie, curvando-se nobremente na homenagem ao artista,
que canta tua fidalguia, teu charme, teu sorriso iluminado,
dissipando trevas na noite da terra de sangue decomposta.
Creio
que tua charmosa dança e a poesia frenética,
perfumada, são um elo perfeito, gravitacional,
que, unidas, representem o belo, o divino,
o sensual, que existe na natureza dos verdes bosques,
neste planeta azul em noite enluarada.
Na
magia de teu espetáculo, fecho os olhos meus,
vejo-te bailando no clássico ballet...
teus olhos semi abertos, sentindo a música febril,
como se ela entrasse em teu ventre...
como tu entrando na santidade de tua essência...
como o universo estraçalhando teu peito...
como tua alma possuída na fecunda energia,
que engravidou brancas estrelas nas galáxias
de mil corpos, perfumados pelo orvalho
das madrugadas, pelo néctar dos Deuses,
na poeira cósmica, perdida no estelar infinito.
Tua
arte imaculada, tua dança na magnitude do belo,
fascina, contamina o espaço do teatro,
com o vírus da poesia natural de Deus,
que varre o cosmo com turbilhões de moléculas,
refletindo ondas de magnética vibração no supremo amor
dos anjos siderais.
Tua
dança, poesia de gestos, de êxtase, de luz,
que encanta como pintura de Renoir,
energia sobrenatural, primitiva, que baila pelas verdes
campinas em festa, nas tardes musicadas de setembro,
na primavera de mil sonhos.
Tua
dança transfigura o delírio da existência,
qual beija-flor, sugando néctar dos lírios,
das rosas vermelhas, nas tardes quentes de Brasília,
Capital de JK, na esperança, para o futuro promissor...
A NOIVA
Cristina... Cristina... Ó virgem pura de lábios de mel,
vem, repousa tua cabeça loura neste velho peito,
que já sofreu como tu sofreste, o mísero fel
do viver; na vida escassa de teu leito.
Cristina... Cristina... ó virgem pura de lábios de mel...
eu te amo ainda, mas não sofras com o noivado desfeito,
porque breve tu entrarás na igreja de branco véu,
com outro, com o noivo que te dará o lar perfeito.
E ao ver-te caminhar, toda vestida de branco,
ao som da marcha nupcial, rumo ao altar,
eu chorarei... chorarei, querida, em pranto.
E quando tu passares próximo a mim, altiva e bela
e vires duas lágrimas cristalinas nos olhos meus,
perdoa-me, querida, são suspiros de amor, que ainda te dou.
A NOIVA E O POETA
(Para Márcia Cristina Martins)
A igreja quieta, úmida e fria,
ornamentada de “rosas vermelhas”,
ao fundo, aos pés doaltar de CRISTO
o poeta chora a soluçar.
Cabisbaixo e ajoelhado, reza
e no rosto duas lágrimas de sangue a brilhar.
Lábios trêmulos, exclama:
Senhor, ó Jesus, ó cordeiro da Galiléia,
Venho entregar-te os versos meus,
porque a doce amada,
música de minha alma,
partirá para sempre com outro homem,
um desconhecido nos sacrossantos laços da união matrimonial.
Adeus, Senhor,
aqui estão meus poemas,
carbonos de meu ser hiper-sensível,
lírios, flores, perfumes de meu espírito,
porque, partirei para a eternidade do tempo
pelo caminho curto do portal do suicídio.
Louco, desvairado, o poeta caminha,
Para o altar da Virgem Maria
E de joelhos cai aos seus pés.
Nisso os sinos tocam,
ouve-se a marcha nupcial.
De repente...
Ei-la, que surge de véu e grinalda,
toda vestida de branco, altiva e bela.
Garbosa e sorridente,
De passos compassados,
ao som da marcha nupcial,
sob os olhares dos convivas,
a noiva entra na igreja ao lado de outro:
seu noivo.
No fundo, ajoelhado, o poeta chora
lágrimas de tortura vertidas pelas armadilhas da vida
e no seu canto perene de morte,
se dirige à Virgem Maria, mãe de Jesus...
ó Virgem, não permitas, que ela parta com outro
e que se vá para tão longe dos lábios meus,
que, outrora, foram a ilusão de meus beijos.
Perdoa-me ó santa,
errei ao abandoná-la
ao léu do desprezo e da amargura
e hoje, arrependido, venho suplicar a ajuda tua
e prometo ser o melhor dos homens
e encher os dias de meu anjo
de crianças, lírios, flores, perfumes,
de amor, de carinho, de felicidade
e juro criar os filhos nossos,
para a tua divina glória imortal.
Nisso o padre já velho e grisalho
pergunta ao noivo
RICARDO CASTELO BRANCO,
aceitas como legítima esposa tua a senhorita
CRISTINA PINHEIRO?...
o noivo, serenamente, disse: S I M !...
e o padre pergunta afinal:
CRISTINA PINHEIRO?...
Aceitas como legítimo esposo teu,
RICARDO CASTELO BRANCO?...
Ouve-se um breve silêncio na igreja!
CRISTINA VACILA, CRISTINA HESITA,
trêmula e branca a desmaiar, volta os verdes olhos seus,
para o altar da Virgem-Maria
e contempla o poeta de joelhos
a chorar tranqüilamente
aos pés da mãe do Nazareno.
A noiva, de véu e grinalda, comovida
com duas pérolas verdes, cheias de lágrimas,
abandona o noivo ao pé do altar
e corre pela igreja, cheia de flores
ao encontro do verdadeiro amor,
príncipe de suas ilusões
e Rei supremo da catedral
de seu coração de moça.
O Padre e os convivas em pânico,
aturdidos com o inesperado
abandonam o recinto.
A igreja, quieta, úmida
e fria, ornamentada de “rosas vermelhas”...
ao fundo, ajoelhados aos pés da Virgem
choram e beijam comovidos,
A NOIVA E O POETA.
AMEI TEUS OLHOS AZUIS
Amei-te
no momento primeiro em que senti teu cheiro
de pétalas de rosas, tua pele alva, fina, macia, teus olhos azuis,
pedindo tudo, suplicando amor, proteção,
tua boca bem feita na tua carne de desejo e posse,
teus vermelho lábios, convidando-me a beijá-los no amor da carne,
no êxtase dos Deuses.
Ah!...
teu sorriso, teus louros cabelos, teu perfume,
tua pele, qual seda chinesa, ornamentando teu vulto escultural
de deusa dos altos píncaros celestes.
Meus
olhos de poeta cruzaram com teus olhos azuis,
mansos, meigos, tranqüilos de mulher feliz,
de bem com a vida, tua figura transmitindo paz,
felicidade, penetrando no interior de minh’alma pioneira,
provocando delírio e vibração nos átomos solitários de meu corpo
genético de carne e osso, que irá se decompor no túmulo do cemitério frio.
Amei-te
no momento primeiro em que senti teu cheiro de pétalas de rosas,
tua pele alva, fina, macia, teus olhos azuis, pedindo tudo,
meus olhos cor de mel, te prometendo o céu, o amor e a terra.
Tu
foste o anjo sonhado nos verdes anos
da juventude em festa, tua boca esculpida,
cortando teu rosto em duas paralelas sensuais...
Teu
sorriso, ah! a magia de teu sorriso,
se abrindo como sol na primavera em festa,
teu cheiro, tua ternura de mulher verdadeira,
não destas “fêmeas”, que existem por aí, perdidas
na ilusão da independência, destas que perdem tudo,
a família, os filhos, o esposo na neura dos conflitos,
destruídas na teia de aranha da vaidade,
do material, do status, do inútil, do transitório,
explodindo corações na provação cruel, insana,
que tortura e mata.
Tua
cintura fina, prolongada pelos teus quadris arquitetônicos,
complementados por tuas pernas longas, perfeitas,
estimulando vibração no coração do poeta em noite fria,
extasiando, afogando o espírito na loucura dos sentimentos.
AMOR EM BRASÍLIA
Te
amei, quando te vi na manhã fria de 2 de setembro,
no
momento primeiro em que meus olhos descoloridos cruzaram
com
as duas pérolas azuis, que tu ostentas neste rosto
tão
bonito, cortado por tua boca em duas paralelas sensuais.
Te
amei, quando tu desfilavas pelo teu colégio na manhã
fria
de 2 de Setembro em Brasília, capital da esperança
e
de um mundo novo.
Tu,
altiva, garbosa, expunha em teus movimentos cheios de graça,
toda
sensualidade de tua alma moça... teu ritmo na ondulação
do
sexo, embriagou meu espírito, num ritual de desejo e posse...
e,
lembro-me, quando tu passaste bem próximo a mim como a própria
natureza,
mirando o poeta com o azul atlântico de teus olhos mansos,
trazendo
música e inspiração à indústria de versos, que havia
no
jardim florido existente em meu coração colorido.
Te
amei, quando te vi na manhã fria de 2 de setembro
e
tu, porejando sexo e vida, possuíste simbolicamente meu corpo
musicado
de poeta incompreendido na terra, onde o homem se destruiu
e
foi sepultado pela máquina... Tu, meu amor, charmosa com teus
seios
arfantes, quais baionetas traiçoeiras, me pegaste desprevenido,
aprisionando-me
em teu sexo. Tu, com teus quadris bem arquitetados, representas,
no
mundo material, a mais bela paisagem que o universo encerra,
emocionando
poetas sensíveis que, soltos por aí, caminhavam na manhã fria
de
2 de Setembro.
AMOR, SOMENTE O AMOR
Amor,
só tu, amor, tens o direito supremo de penetrar
no
jardim florido de meu peito, em loucos delírios,
e
viver, para sempre, no reino encantado da poesia.
Só
tu, amor, que desces em longas espirais das brancas
estrelas
do infinito em ondas de energia, luz e paz,
és
capaz de estraçalhar fibras e moléculas
de
meu coração, em preces de devoção e renúncia,
em
cântico dos cânticos na sinfônica natureza
em noite enluarada.
Só
tu, amor, jorrando dos olhos verdes da mulher
amada,
tens o poder real e sacrossanto de levar lágrimas
virgens
a meus olhos tristes, fiel escravo da mãe natureza,
no
seu mais puro êxtase.
Só
tu, amor, só tu e ninguém mais, na comédia do mundo,
és
capaz de transformar meu espírito de mendigo a Rei
e
de Rei a mendigo, de transformar em meu peito
o
triste no belo e o belo no triste, na lógica reação
da
mais sublime e terna emoção... “o amor”...
Só
tu, amor, só tu conseguiste a unificação do homem
na
terra azul, só tu foste capaz de mover a roda
da
história de encontro ao futuro, só tu foste o
fecundador
do
espírito de Deus, antena de luz e paz. . . ternura
d’alma...
Só
tu, amor, foste o dínamo propulsor do gênio de meu
viver...
se
vivo é só na louca esperança de um dia poder
encontrar-te,
em
êxtase, na fascinação que produz os lábios vermelhos
da
loura virgem de olhos azul-atlântico.
Só
tu, amor, unificaste o universo e na tua força
gravitacional
giram todas as brancas estrelas do infinito.
Tu
foste para mim, amor, a beleza, o ideal perfeito,
o
anjo bom de brancas asas que, descendo do céu azul
foste
capaz de arrebentar fibras de meu peito solitário
em
loucos suspiros de renúncia e perdão.
Só
tu, amor, só tu nascerás pela manhã numa canção
de
luz e paz, sob o gorjeio sinfônico da passarada em festa
e
renascerás triunfante na solidão da madrugada.
Só
tu, amor, só tu e ninguém mais foste tanto para mim,
quando
procurando te encontrei no gorjear do sabiá,
em
tardes douradas, embriagando-me na tua doce
sinfonia;
foste
o tudo e o nada, quando buscando-te não te encontrei
na
solidão das noites frias e sem luar.
Eu
te amo, amor, tu que és ondas de energia e luz,
porque
eu e tu somos gêmeos, somos unidade em espírito
e
carne, na luz infinita e imortal do universo,
que
borda em mil sonhos a força potente e dinâmica
de
minh’alma pioneira... foste tu, amor, só tu, amor,
que
habitas o sorriso infantil das rosadas crianças
infantes
do futuro, que amo acima de todos os altares, na
catedral
florida de meus sonhos, perdidos na amplidão do firmamento
eterno.
Foste
tu, amor, que germinaste o galopar do vento errante,
que
corre qual louco corcel pelas verdes campinas em
festa.
Foste
tu, amor, que ao cair das tardes morenas, sob o gorjear
da
triste araponga, vai levar de mansinho o teu doce
beijo
às flores silvestres nos jardins coloridos da serra.
Foste
tu, amor, só tu, amor, que fecundaste a natureza,
criando
vida, multiplicando existência, gerando o presente,
o
passado e o futuro... só tu, amor, só tu que nas
louras
primaveras foste capaz de fecundar verdes campos em flor
com
teu hálito divino; só tu borda em mil contrastes
a
sublimidade dos verdes bosques e tornas o chão
salpicado
de mil cores, folhas mortas, vermelhas e amarelas,
que
caem das árvores frondosas no jardim da existência,
fonte
de todo amor da vida, germe de tudo e do nada...
Só
tu, amor, no calor de tua humildade levas o fogo
da
felicidade a todos aqueles que, em tardes musicadas,
sob
o gorjear da passarada, se querem, se abraçam, se beijam,
incendiando
o espírito, à sombra fresca dos laranjais.
Só
tu, amor, só tu irás acompanhar-me ao derradeiro
abrigo
em túmulo frio, onde eu e tu, na unidade da essência
universal,
fecundaremos com o germe de nosso ser estrelas solitárias
na
eternidade do infinito, gerando mil sóis a iluminarem
o universo de Deus.
ARMADILHAS NAS REENCARNAÇÕES
Jesus,
que brincadeira a vida reservou-me neste orbe,
no caminhar das várias encarnações no remoto passado!...
que vim fazer nesta terra como forasteiro?...
sou filho do planeta Capela, da música perdida nos confins do universo,
sou neto da gravitação dos astros; meu berço é lá no esplendor planetário,
noutras vidas, noutras encarnações. Surgi oriundo da desintegração
do átomo, no rodopiar dos elétrons; sou energia magnética das galáxias,
sou micro e macro existente na eternidade das estrelas;
sou microcosmo refletindo imagem do criador
na relatividade do espaço azul; sou grão de areia na terra,
que fecunda a criação fantástica do incomensurável,
adquirindo poder de inteligência, discernindo o certo,
o errado, o bem, o mal.
Fui
guerreiro entre guerreiros, Imperador entre Imperadores,
intelectual na Revolução Francesa, Senador no Senado Romano,
inconfidente na Inconfidência Mineira, Rei entre Reis;
lutei na Grécia de Alexandre Magno, Comandante entre Comandantes,
destruindo povos, tentando construir... e, na lei do retorno,
fui miserável entre miseráveis, plebeu entre plebeus.
Através dos séculos fiz história, entre guerras e guerras,
revoluções e revoluções; acreditei no inacreditável,
sonhei uma sociedade solidária no jardim de rosas vermelhas,
sensibilizando o antropóide; fui soldado e General
no destino da raça humana, bela, cômica, triste;
movi a roda do desenvolvimento no calendário do tempo,
no perpetuar lento do progresso social;
dormi nos pântanos, no frio, assisti à decomposição
dos vencidos cadáveres, para quê e por quê?... para o nada,
para o vazio, para o túmulo, para o esquecimento...
só encontrando ternura no sorriso expressivo da criança,
doçura no amor natural no cão vira-lata e vadio...
que surpresa, Senhor meu Jesus!... Que surpresa na solidão
dos astros!... Que sofrimento na evolução do bicho homem!...
Jesus,
que brincadeira o viver reservou-me
nesta encarnação!...
Na
juventude, na aurora da existência consumida,
sonhei e fiz dos sonhos meus uma meta de luta,
um pedestal, um reino encantado onde colocaria
meu suor, minhas ilusões, minhas conquistas.
Desejei,
fama, poder, reconhecimento, família, filhos,
netos, melhorar o mundo, deixar rastro de evolução
para a pobre humanidade e hoje, no entardecer dos anos,
com sabedoria dos cabelos brancos,
contemplo com desesperança e descrença os encantos de outrora,
que imaginei iriam iluminar meu espírito bêbado de esperança,
embriagado nos verdes anos.
Desejei
fama, encontrei humildade;
desejei poder, encontrei desconfiança, inveja;
desejei retidão, encontrei o crápula, o rato de esgoto;
desejei família, encontrei mulher “Neura dos Problemas”;
desejei filhos, encontrei inimigos da idade média;
desejei netos, prefiro nem pensar na provação!...
desejei reconhecimento, encontrei intriga, perseguição;
desejei luz, clarividência, mas imbecis desejam trevas;
desejei governo planetário, que só virá no determinismo da história,
que purga atrozmente o íntimo de cada um...
desejei amor... Ah! o amor dos anjos,
aquele que penetra de mansinho levando o coração e o espírito
no gozo das delícias...
Desejei
o amor de São Francisco de Assis
e só o encontrei na beleza material da esfera terrestre...
amei o próprio amor de Deus refletido nas montanhas,
nos vales verdes, na imensidão do mar, na tranqüilidade
dos pequenos córregos, na sinfonia do gorjear dos pássaros,
na magnitude das cachoeiras, na poesia do mendigo,
na luta dura das formigas, na filosofia dos sábios,
na mansidão dos santos, na indagação magnífica
do desconhecido, na candura do mestre da Galiléia...
na renúncia das ilusões, na profundidade dos ensinamentos,
na humildade da crucificação...
Ah!...
Se na aurora da existência em festa perdida,
eu pudesse seguir a máxima de Cristo, se quiseres
alcançar o reino de Deus, vá dividir tudo que possuir,
venha e me acompanhe.
BRASÍLIA, CENTRO DE LUZ E AMOR
Brasília,
meu amor, eu te amo, porque tu és centro gravitacional
deste grande Brasil de D. Pedro I, de D. João VI, dos inconfidentes.
Eu
te amo, plano piloto, porque tu és qual núcleo central
de um átomo... girando em torno de ti como elétrons, prótons,
mésons, estão: Taguatinga, Gama, Cruzeiro Velho, Cruzeiro Novo,
Braslândia, Ceilândia, Guará I, Guará II, Sobradinho e Planaltina.
Brasília,
meu amor, eu te amo, porque tu és centro político social
deste bravo Brasil de José Bonifácio, Castro Alves, Augusto dos Anjos.
Eu
te amo, plano piloto, com sua Asa Sul panorâmica... A W-3 de mil amores,
a bonita W-2 e a W-1 que, embora, impedidas em teu percurso,
merecem versos de amor na tarde fria de Outubro.
Eu
te amo, plano piloto, com tuas belas igrejas, a moderna Catedral,
a Dom Bosco, os Ministérios, o Itamaraty, o Congresso Nacional...
o Palácio da Alvorada... a Praça dos Três Poderes e o lago azul.
Eu
te amo, Asa Norte, antes semi-abandonada, mas tu serás,
ainda, o mais belo recanto da nova Capital... Olha, minha Asa Norte,
não fiques tão triste... tu tens o Iate Clube, o Minas Tênis
e até mesmo a formidável U.N.B.
Eu
te amo, plano piloto, porque tu és núcleo central do átomo,
que é Brasília... girando em torno de ti estão o Gama
com suas florestas de antena de TV... Sobradinho, com suas casinhas pequenas
habitadas por homens grandes... Cruzeiro Velho e o Novo também...
Eu te adoro, Guará I e, Guará II e tu Taguatinga,
por que não deveria, também, idolatrar a ti, que acomodas modernos candangos.
Eu
te venero, Planaltina, marco inicial da grande epopéia do homem,
e tu, Braslândia que, embora distante, vives bem juntinho ao coração
do poeta; e tu, ó minha bem amada Ceilândia, como te quero tanto,
porque ainda és parente pobre da nova Capital...
tu és pequena, é bem verdade, mas tenhas fé, bons olhos velarão por teus filhos...
e tu, Núcleo Bandeirante, tu dispensas comentário;
teu próprio nome diz tudo: Tu és pai e fonte de Brasília...
tu és a própria história da epopéia gigante do homem no Planalto Central.
Tu,
Núcleo Bandeirante, és história legítima e para que tu existisses
foi necessário que muitos morressem... olha o passado,
veja Tiradentes lutando, para que vivesses um dia...
Veja Fernão Dias Paes Leme e até mesmo Anhanguera,
queimando águas do Rio, para que pudesse pisar e avançar em teu solo,
criando, e multiplicando caminhos.
Eu
te amo, Núcleo Bandeirante,
porque foste tu que abrigaste meus irmãos candangos,
reencarnação dos construtores de Pirâmides do Egito...
foste tu que abrigaste heróis anônimos vindos do Norte,
Sul, Leste e Oeste e que foram condecorados pela medalha do esquecimento,
da renúncia. Eu te amo, meus candangos, que, sob chuva e sol inclemente,
construíram Brasília, para outros viverem...
não chorem, meus candangos, a vida é assim mesmo...
tu não conheces o ditado que diz: “O sol dos gênios só brilha sobre a rampa
dos campanários”.
Eu
te amo, Brasília, porque tu és como núcleo central do sistema solar;
gravitando em torno de ti estão o Amazonas, o Pará, o Rio de Janeiro,
São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Sul
e o resto da vastidão do Brasil verde amarelo.
Eu
te amo, Brasília, porque tu és como centro de uma nebulosa,
regendo o concerto das nações, onde centenas de cidade-estrela
giram em torno de teu centro magnético, dando harmonia e equilíbrio
ao mundo... Eu te amo, Brasília; tu és luz desintegrada
na explosão de um átomo, iluminando a América Latina,
para a unidade, histórica do homem na face da terra,
preparando campo para criação do Governo Universal.
DUAS LÁGRiMAS
ELA CHORANDO SOB A LUZ DA LAMPARINA
EU FALO DE AMOR
EVOLUÇÃO BIOLÓGICA DA MULHER
FELICIDADE
BRASÍLIA DE DESEJO E POSSE
Brasília,
eu amo você, como a
criança ama
sua namorada na virgindade
do primeiro beijo
quente, na ternura da
emoção inesquecível.
Brasília,
amo você porque seu pai
foi JK,
amante do povo, líder maior
de seu tempo
e que levou o Brasileiro
litorâneo,
para o interior da pátria,
rasgando florestas
no sonoro barulho dos
tratores,
das máquinas na terra
vermelha, atravessando rios,
obstáculos, sob o sol
inclemente no Planalto Central,
rumo à Amazônia virgem,
berço da nova civilização
do terceiro milênio.
Brasília,
amo você como o homem ama
a mulher derradeira,
de carne branca, fina,
perfumada, macia e enlouquecedora na tarde fria.
Brasília,
sedutora, seus seios são
os palácios de Niemeyer,
seu corpo virgem é o plano
piloto de Lúcio Costa...
a asa sul... a asa
norte...
o lago norte... o lago
sul...
Amo
você, Brasília, símbolo do
Brasil Verde-amarelo,
deste povo sofrido,
espoliado, que um dia se libertará,
encontrando seu destino,
na liderança deste planeta azul de mil cachoeiras.
Brasília,
seu pai foi JK, sua mãe
Lúcio Costa,
seu corpo escultural, seu
encanto,
sua sedução nasceram da
magia de Niemeyer,
arquiteto, artista
plástico do concreto em curvas de sensualidade
e posse, que leva ao
êxtase a macia carne,
o espírito enlouquecido.
Brasília,
meu amor, você sempre
foi-me fiel na dor, na alegria,
no desespero, no
sofrimento, que tortura, fere, mata.
Brasília,
Brasília dos meus amores
verdadeiros,
eu amo você, como o macho
ama sua mulher em noite de núpcias,
ou como a criança venera
seu suntuoso natal,
seu único sonho e o
adolescente seu beijo quente, pioneiro.
Brasília,
Brasília dos meus
históricos amores em noites estreladas,
pioneiras, peregrinas,
levando o mísero poeta
ao delírio no embriagado
orgasmo na magistral sinfonia ao luar,
provocada pela
arquitetônica poesia do Memorial JK,
do Congresso Nacional, da
Catedral,
da pirâmide da LBV, da
arquitetura mágica e sinfônica
do Palácio da Alvorada.
BRASÍLIA TEU NOME É AMOR
Primeiro
vieram silvícolas, fugindo
da escravidão do branco,
que traziam a bandeira da
revolução material
e a algema do espírito,
preso a fatalidade histórica
da evolução da matéria,
energia condensada.
Depois
chegaram bandeirantes com
botas de sete léguas
à procura do ouro milenar,
do diamante escondido na terra
e no leito dos córregos de
mil cachoeiras.
Foi
aqui, no sertão virgem do
Brasil Central,
que se deu o grito
incrédulo dos nativos... ANHANGUERA!...
ANHANGUERA!...vulto
desconhecido, espectro do diabo.
Foi
aqui, também, que os
varões índios, artistas da natureza,
levaram aos lábios
vermelhos das Iracemas, netas da lua,
o teu doce beijo no
cenário natural, na sinfonia dos pássaros.
Foi
aqui, também, no cenário
virgem do Brasil Central,
palco dos primitivos
Romeus e Julietas,
que surgiria Brasília não
só de cimento, de ferro, de arquitetura inovada,
de quadras isoladas, de
ruas sem esquinas, sem cruzamentos,
mas a Brasília
super-moderna de Niemeyer e Lúcio Costa,
onde os namorados se
querem, se beijam, à sombra fresca das
árvores coloridas.
Eu
te amo, Brasília, como a
criança ama sua primeira boneca de pano.
Eu te venero, Brasília,
como noiva de branco véu,
porque foste tu que
acenaste para mim no bendito amor,
quando meu ser estava na
incompreensão, na dor,
faltando-me apoio moral em
horas difíceis...
por tudo isto te amo ó
idolatrada Brasília de mil candangos.
Tu
foste o barco simbólico,
que salvou o poeta do naufrágio
e é por isso, que levarei
em versos tua essência
a todos os quadrantes do
mundo e terei orgulho de dizer aos irmãos
de outras plagas, que sou
filho de tua periferia,
sou o poeta nativo do
Planalto Central,
que se viu fecundado n’alma pura
por teu nome, Brasília...
que é beleza, ternura, e
preparação de Deus,
para implantar no coração
da América a nova era do amor
Latino-americano.
BRASÍLIA... JK, MEU HERÓI
Brasília,
centro gravitacional,
tronco político deste bravo Brasil,
que se levanta do sono
letárgico de quase cinco séculos,
na conscientização de uma
nova era.
Brasília,
bela cidade, que floresce
no coração da pátria em festa;
tu foste fecundada e
nascida do otimismo de um povo...
teu pai foi JK... tua mãe
é o Brasil...
teu sangue é o de
Tiradentes... tuas mãos são as do candango...
teu espírito é Niemeyer...
teu corpo é Lúcio Costa...
teu coração é a pátria...
tuas pernas, Brasília, são os moços...
teus nervos e tua
musculatura são os estudantes
que representam o
futuro... Brasília, centro gravitacional,
tronco político, esperança
do Brasil.
Brasília,
bela cidade que floresce
no coração da pátria em festa...
Tua
missão é nobre, teu
destino é supremo, porque tua figura,
é imagem do Bandeirante,
refletida na integração do homem
no solo pátrio.
Teu
destino é de levar a
unidade a todos os quadrantes
da nacionalidade mãe e,
acima de tudo Brasília,
tua missão e teu destino
são mais nobres ainda: são frutos do otimismo
de todo um povo, que é
preparação abençoada do Brasil,
para implantar no coração
do Amazonas, o início de uma nova era
na História gigantesca
deste grande Brasil, que amo acima de todos
os altares.
´
DUAS LÁGRiMAS
Meu
amor,
quando
parti de tua vida pela última
vez,
tu
choravas duas lágrimas; apenas duas lágrimas,
eu
me
lembro bem ainda, escorriam muito devagar
pela
tua
face, pela mesma face de mil beijos,
que
te
dei e que um dia tive a covardia de desprezar...
Eu
me
lembro ainda, quando parti pela última
vez,
tu
choravas e tuas benditas lágrimas acompanharam-me
pela
vida
afora e elas são para mim, querida, duas rosas
vermelhas
que
trazem o perfume, que cicatriza feridas
do
vazio
profundo de mim mesmo.
Vaguei,
qual
nau perdida na amplidão dos mares;
percorri
estradas
da amargura da vida, desci sarjetas
do
viver
diário, vivi, fui feliz, desgraçado na ingratidão
humana,
bebi
o fel da inveja e, em vezes mil, fui apunhalado
pelo
veneno
da calúnia, da intriga, fruto podre
da
fossa
espiritual da louca humanidade...
Mas,
amor,
louco amor da juventude, nos momentos de desespero,
tu,
só
tu surgias na tela do pensamento, viva, sensual!...
Tu,
nas
tuas lágrimas, surgias ressuscitada, humilde
e
bela
e então eu chorava, duas lágrimas surgiam
nos
olhos
meus como símbolo d’alma...
Quando
parti,
tu choravas e tuas benditas lágrimas,
acompanharam-me
pela
vida afora como sinfonia de delírio
e
doce
recordação...
ELA CHORANDO SOB A LUZ DA LAMPARINA
Sei
que tu choras, com a cabeça reclinada na poltrona
vermelha,
e as lágrimas que sulcam tua face, mancham
a
maquiagem de teu rosto bonito de mulher pura e real...
e,
ao contemplar-te
assim, lembro-me da Virgem Maria,
mãe
de Jesus, ao ver teu filho a caminho do Calvário,
para
redimir os homens...
Tuas
lágrimas cristalinas, rolando pela cara de mil beijos
na
aurora da vida, sensibilizam seu íntimo e eu também
sofro
ao ver-te tão pálida, com os cabelos revoltos,
espalhados
na imensidão de tua figura angélica e graciosa.
A
noite desce no espaço-tempo, envolvendo-me no negrume
de
minh’alma e ao mirar teu vulto iluminado pelo clarão
de
lamparina, sinto renascer dentro da catedral acústica,
que
vive dentro do peito de sangue quente e febril, aquele
amor
perfeito, que germinou e deu frutos na vez primeira
que
tua imagem surgiu na retina dos olhos meus...
ELA E O UNIVERSO
Ei-la
que passa altiva e bela, vestida de minissaia
amarela ...
e,
como o próprio universo infinito, ela caminha
numa
suprema graça, como o cisne branco corre sobre
tranqüilas
águas dos belos lagos recortados por verdes
serras...
Ei-la
que se aproxima... é
o próprio universo que surge
na
passarela em festa, com toda sua harmonia refletida,
no
corpo esguio de fêmea, que é o próprio infinito
ornamentado
na mais pura das formas em tarde azul...
Ei-la
que surge... é o universo de encontro a minh’alma
errante,
é a graça, é a poesia, é a beleza, é o amor perfeito
que
se aproxima em passos compassados, no ritmo da suprema
obra
de Deus... a mulher ... a meiga mulher amada ...
Ei-la
que passa altiva e bela, vestida de minissaia amarela;
na
cadência de passos lentos, ela caminha tranqüila e
soberana...
é
o próprio universo que passa e os astros da noite azul
seguirão,
para todo o sempre sua sombra, seu vulto gracioso de mu1her
bonita ...
Ei-la
que se aproxima, é o universo infinito de encontro
à
minh’alma pioneira, é ela que vem, calada e sorridente,
como
deusa dos caminhos, enchendo vida de sonho e sonho
de
vida, trazendo na pureza de seus vermelhos lábios o néctar
da
única beleza do mundo... o amor... somente o amor...
EU
E O MUNDO
Eu
vim ao mundo beber a poesia, que murmura solta ao vento
e que corre pelas verdes campinas, como criança travessa.
Eu
vim à vida dos loucos, para buscar para minh’alma errante
a dor do sofrimento, ferramenta a burilar o orgulho,
que vive dentro de meu peito e para buscar remédio na cura
de todos os males oriundos de outras eras do passado.
Eu
vim ao mundo, eu vim à vida dos humanos,
para sofrer no meio ambiente na contradição da terra,
onde meu espírito se evoluirá, para as glórias excelsas do
Senhor,
nas profundezas do infinito.
Eu
sou a vida, eu vim ao orbe,
para trazer aos pobres do íntimo
a lógica da imortalidade de tudo e do nada.
Eu
vim à vida, para chorar em pranto mudo, buscando na dor,
no desespero, luz do futuro... eu vim ao orbe como emissário
do infinito, para ver todas as coisas, para sentir todos os
males.
Eu
vim ao planeta, para combater injustiça,
para amar fracos e oprimidos na dor pura de seu canto
funéreo.
Eu
vim à terra para beijar os lábios de todas as mulheres
e para dizer a elas, que eu sou o amor, néctar sublime,
para seus corações à procura do louco delírio, que inflame
seus espíritos.
Eu
sou a natureza, que se manifesta em tudo e que dá harmonia
à existência e às coisas.
Eu
sou música, que leva
doce bálsamo aos corações aflitos.
Eu
sou os pássaros, que gorjeiam no despontar da lua no céu em
festa.
Eu
sou energia, eu sou amor, que desceu à terra,
para fecundar todas as fêmeas num doce canto de luz e paz...
EU FALO DE AMOR
Eu
falo de amor, quando o homem é triturado pela máquina...
Eu
falo de amor, quando o homem virou sociedade de consumo...
Eu
falo de amor, quando o homem faz guerra...
Eu
falo de amor, quando o homem nele não crê!...
Eu
falo de amor, quando a humanidade é mumificada pela frigidez
de
sentimento.
Eu
falo de amor, quando o macho se preocupa com matéria
da terra
transitória.
Eu
falo de amor, quando ele se tornou palavra feia na boca
dos
hipócritas.
Eu
falo de amor, quando a podridão corrompeu todos caminhos.
Eu
falo de amor, onde ele não mais existe.
Eu
falo de amor, quando mistificadores deturparem sua origem.
Eu
falo de amor, onde há miséria, pranto, sofrimento.
Eu
falo de amor, onde habita desunião, crime, deslealdade...
eu
falo de amor, onde o homem foi petrificado pela cultura
de
massa.
Eu
falo de amor para ricos de dinheiro e miseráveis
de
sabedoria.
Eu
falo de amor para pobres sem teto e milionários
de
luz no coração.
Eu
falo de amor no tempo e espaço, onde inversão
de
valores dominou a comunidade decadente.
Eu
falo de amor para Deus e para santos...
Eu
falo de amor, porque eu sou o amor personificado n’alma
pura
do poeta !...
EVOLUÇÃO BIOLÓGICA DA MULHER
Tu
és um poema que surge na tarde de setembro azul,
onde
a pureza da natureza, dos pássaros, dos lírios,
das
rosas vermelhas contrastam com o estilo colonial
e
matemático de teu rosto expressivo de mulher real...
Tu
és um poema de mulher que nasceu como primavera,
se
misturando com sons das verdes florestas habitadas
por
mil seres, que gorjeiam a sublime melodia em homenagem
a
tua vinda de luz ao planeta obscuro, onde o homem
não
encontrou a razão única de sua história.
Tu
és encarnação da perfeição em formas físicas,
que
a biologia demorou mil anos, para arquitetar!...
Tua
santa beleza, de angélicos traços, lembra a Grécia
de
Píndaro, criador de formas homéricas... tu és Mona Lisa
rediviva
de Leonardo Da Vinci,
quando tu, trajada de amarelo colonial,
caminhas,
contrastando com o modernismo da arquitetura de Brasília.
Os
poetas deuses da vida, nas noites de mil luas
em
todos séculos e séculos, materializaram nas estrofes
de
um poema a evolutiva harmonia da mulher e, hoje, sob o céu
azul
atlântico de Brasília, outro escriba de sentimento registra
em
palavras aquilo que a biologia fez em amor durante
a
eternidade do tempo.
Anhanguera
trouxe para o centro da nação Brasileira o homem branco
e
o homem branco plantou uma nova meta de evolução material
e
tu representas no momento, no Planalto Central: unidade
de
imagem, linhas, contornos, graça, que completam
e
dão vida à solidão do sertão...
Tu
és super-bonita é bem verdade, tu és irmã do universo,
tu
és símbolo do estágio evolutivo da raça humana,
que
ainda não encontrou seu destino cósmico; mas, não te
esqueças
jamais, que o corpo morre, se decompõe em átomos
na
química da vida e que somente o espírito é eterno,
na
solidão das estrelas do infinito e tu, vestida de longo
amarelo
colonial, com os cabelos revoltos na ondulação do vento,
nas
verdes campinas em festa, serias a própria natureza, correndo
pela
terra de sangue de encontro à Deus...
FELICIDADE
Felicidade
é o beijar dos pássaros em tarde tranqüila de setembro
azul
atlântico...
Felicidade
é ouvir o borbulhar da água cristalina, em mil quedas
de
cachoeiras, cortando a terra, montanhas, vencendo obstáculos
no
fantástico show do existir.
Felicidade
é ver-te fecundando nosso filho, à luz da realidade do
mundo.
Felicidade
é ter conhecimento da continuidade da vida, além túmulo
frio.
Felicidade
é ver-te charmosa, descendo a avenida trajada de vestido
amarelo
colonial.
Felicidade
é sentir que Deus, na dor do universo, purificou nosso
espírito
em
direção a algo superior.
Felicidade
é ser superior, contemplando seu semelhante, querendo
conduzi-lo
às
estrelas.
Felicidade
é mágica palavra, que traduz grandeza de todos aqueles
que
amam e sentem a chama inexplicável do sacrossanto amor.
Felicidade
é ser poeta, é ser Deus, é beber poesia da natureza,
contaminando
todos aqueles, que sentem na antena da alma a grandeza
da
criação...
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