BRASÍLIA, CENTRO DE LUZ E AMOR
Brasília,
meu amor, eu te amo, porque tu és centro gravitacional
deste grande Brasil de D. Pedro I, de D. João VI, dos inconfidentes.
Eu
te amo, plano piloto, porque tu és qual núcleo central
de um átomo... girando em torno de ti como elétrons, prótons,
mésons, estão: Taguatinga, Gama, Cruzeiro Velho, Cruzeiro Novo,
Braslândia, Ceilândia, Guará I, Guará II, Sobradinho e Planaltina.
Brasília,
meu amor, eu te amo, porque tu és centro político social
deste bravo Brasil de José Bonifácio, Castro Alves, Augusto dos Anjos.
Eu
te amo, plano piloto, com sua Asa Sul panorâmica... A W-3 de mil amores,
a bonita W-2 e a W-1 que, embora, impedidas em teu percurso,
merecem versos de amor na tarde fria de Outubro.
Eu
te amo, plano piloto, com tuas belas igrejas, a moderna Catedral,
a Dom Bosco, os Ministérios, o Itamaraty, o Congresso Nacional...
o Palácio da Alvorada... a Praça dos Três Poderes e o lago azul.
Eu
te amo, Asa Norte, antes semi-abandonada, mas tu serás,
ainda, o mais belo recanto da nova Capital... Olha, minha Asa Norte,
não fiques tão triste... tu tens o Iate Clube, o Minas Tênis
e até mesmo a formidável U.N.B.
Eu
te amo, plano piloto, porque tu és núcleo central do átomo,
que é Brasília... girando em torno de ti estão o Gama
com suas florestas de antena de TV... Sobradinho, com suas casinhas pequenas
habitadas por homens grandes... Cruzeiro Velho e o Novo também...
Eu te adoro, Guará I e, Guará II e tu Taguatinga,
por que não deveria, também, idolatrar a ti, que acomodas modernos candangos.
Eu
te venero, Planaltina, marco inicial da grande epopéia do homem,
e tu, Braslândia que, embora distante, vives bem juntinho ao coração
do poeta; e tu, ó minha bem amada Ceilândia, como te quero tanto,
porque ainda és parente pobre da nova Capital...
tu és pequena, é bem verdade, mas tenhas fé, bons olhos velarão por teus filhos...
e tu, Núcleo Bandeirante, tu dispensas comentário;
teu próprio nome diz tudo: Tu és pai e fonte de Brasília...
tu és a própria história da epopéia gigante do homem no Planalto Central.
Tu,
Núcleo Bandeirante, és história legítima e para que tu existisses
foi necessário que muitos morressem... olha o passado,
veja Tiradentes lutando, para que vivesses um dia...
Veja Fernão Dias Paes Leme e até mesmo Anhanguera,
queimando águas do Rio, para que pudesse pisar e avançar em teu solo,
criando, e multiplicando caminhos.
Eu
te amo, Núcleo Bandeirante,
porque foste tu que abrigaste meus irmãos candangos,
reencarnação dos construtores de Pirâmides do Egito...
foste tu que abrigaste heróis anônimos vindos do Norte,
Sul, Leste e Oeste e que foram condecorados pela medalha do esquecimento,
da renúncia. Eu te amo, meus candangos, que, sob chuva e sol inclemente,
construíram Brasília, para outros viverem...
não chorem, meus candangos, a vida é assim mesmo...
tu não conheces o ditado que diz: “O sol dos gênios só brilha sobre a rampa
dos campanários”.
Eu
te amo, Brasília, porque tu és como núcleo central do sistema solar;
gravitando em torno de ti estão o Amazonas, o Pará, o Rio de Janeiro,
São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Sul
e o resto da vastidão do Brasil verde amarelo.
Eu
te amo, Brasília, porque tu és como centro de uma nebulosa,
regendo o concerto das nações, onde centenas de cidade-estrela
giram em torno de teu centro magnético, dando harmonia e equilíbrio
ao mundo... Eu te amo, Brasília; tu és luz desintegrada
na explosão de um átomo, iluminando a América Latina,
para a unidade, histórica do homem na face da terra,
preparando campo para criação do Governo Universal.
BRASÍLIA DE DESEJO E POSSE
Brasília,
eu amo você, como a
criança ama
sua namorada na virgindade
do primeiro beijo
quente, na ternura da
emoção inesquecível.
Brasília,
amo você porque seu pai
foi JK,
amante do povo, líder maior
de seu tempo
e que levou o Brasileiro
litorâneo,
para o interior da pátria,
rasgando florestas
no sonoro barulho dos
tratores,
das máquinas na terra
vermelha, atravessando rios,
obstáculos, sob o sol
inclemente no Planalto Central,
rumo à Amazônia virgem,
berço da nova civilização
do terceiro milênio.
Brasília,
amo você como o homem ama
a mulher derradeira,
de carne branca, fina,
perfumada, macia e enlouquecedora na tarde fria.
Brasília,
sedutora, seus seios são
os palácios de Niemeyer,
seu corpo virgem é o plano
piloto de Lúcio Costa...
a asa sul... a asa
norte...
o lago norte... o lago
sul...
Amo
você, Brasília, símbolo do
Brasil Verde-amarelo,
deste povo sofrido,
espoliado, que um dia se libertará,
encontrando seu destino,
na liderança deste planeta azul de mil cachoeiras.
Brasília,
seu pai foi JK, sua mãe
Lúcio Costa,
seu corpo escultural, seu
encanto,
sua sedução nasceram da
magia de Niemeyer,
arquiteto, artista
plástico do concreto em curvas de sensualidade
e posse, que leva ao
êxtase a macia carne,
o espírito enlouquecido.
Brasília,
meu amor, você sempre
foi-me fiel na dor, na alegria,
no desespero, no
sofrimento, que tortura, fere, mata.
Brasília,
Brasília dos meus amores
verdadeiros,
eu amo você, como o macho
ama sua mulher em noite de núpcias,
ou como a criança venera
seu suntuoso natal,
seu único sonho e o
adolescente seu beijo quente, pioneiro.
Brasília,
Brasília dos meus
históricos amores em noites estreladas,
pioneiras, peregrinas,
levando o mísero poeta
ao delírio no embriagado
orgasmo na magistral sinfonia ao luar,
provocada pela
arquitetônica poesia do Memorial JK,
do Congresso Nacional, da
Catedral,
da pirâmide da LBV, da
arquitetura mágica e sinfônica
do Palácio da Alvorada.
BRASÍLIA TEU NOME É AMOR
Primeiro
vieram silvícolas, fugindo
da escravidão do branco,
que traziam a bandeira da
revolução material
e a algema do espírito,
preso a fatalidade histórica
da evolução da matéria,
energia condensada.
Depois
chegaram bandeirantes com
botas de sete léguas
à procura do ouro milenar,
do diamante escondido na terra
e no leito dos córregos de
mil cachoeiras.
Foi
aqui, no sertão virgem do
Brasil Central,
que se deu o grito
incrédulo dos nativos... ANHANGUERA!...
ANHANGUERA!...vulto
desconhecido, espectro do diabo.
Foi
aqui, também, que os
varões índios, artistas da natureza,
levaram aos lábios
vermelhos das Iracemas, netas da lua,
o teu doce beijo no
cenário natural, na sinfonia dos pássaros.
Foi
aqui, também, no cenário
virgem do Brasil Central,
palco dos primitivos
Romeus e Julietas,
que surgiria Brasília não
só de cimento, de ferro, de arquitetura inovada,
de quadras isoladas, de
ruas sem esquinas, sem cruzamentos,
mas a Brasília
super-moderna de Niemeyer e Lúcio Costa,
onde os namorados se
querem, se beijam, à sombra fresca das
árvores coloridas.
Eu
te amo, Brasília, como a
criança ama sua primeira boneca de pano.
Eu te venero, Brasília,
como noiva de branco véu,
porque foste tu que
acenaste para mim no bendito amor,
quando meu ser estava na
incompreensão, na dor,
faltando-me apoio moral em
horas difíceis...
por tudo isto te amo ó
idolatrada Brasília de mil candangos.
Tu
foste o barco simbólico,
que salvou o poeta do naufrágio
e é por isso, que levarei
em versos tua essência
a todos os quadrantes do
mundo e terei orgulho de dizer aos irmãos
de outras plagas, que sou
filho de tua periferia,
sou o poeta nativo do
Planalto Central,
que se viu fecundado n’alma pura
por teu nome, Brasília...
que é beleza, ternura, e
preparação de Deus,
para implantar no coração
da América a nova era do amor
Latino-americano.
BRASÍLIA... JK, MEU HERÓI
Brasília,
centro gravitacional,
tronco político deste bravo Brasil,
que se levanta do sono
letárgico de quase cinco séculos,
na conscientização de uma
nova era.
Brasília,
bela cidade, que floresce
no coração da pátria em festa;
tu foste fecundada e
nascida do otimismo de um povo...
teu pai foi JK... tua mãe
é o Brasil...
teu sangue é o de
Tiradentes... tuas mãos são as do candango...
teu espírito é Niemeyer...
teu corpo é Lúcio Costa...
teu coração é a pátria...
tuas pernas, Brasília, são os moços...
teus nervos e tua
musculatura são os estudantes
que representam o
futuro... Brasília, centro gravitacional,
tronco político, esperança
do Brasil.
Brasília,
bela cidade que floresce
no coração da pátria em festa...
Tua
missão é nobre, teu
destino é supremo, porque tua figura,
é imagem do Bandeirante,
refletida na integração do homem
no solo pátrio.
Teu
destino é de levar a
unidade a todos os quadrantes
da nacionalidade mãe e,
acima de tudo Brasília,
tua missão e teu destino
são mais nobres ainda: são frutos do otimismo
de todo um povo, que é
preparação abençoada do Brasil,
para implantar no coração
do Amazonas, o início de uma nova era
na História gigantesca
deste grande Brasil, que amo acima de todos
os altares.
´
Nenhum comentário:
Postar um comentário