4 poemas de Brasília e JK (tradução 73 idiomas)

BRASÍLIA, CENTRO DE LUZ E AMOR


Brasília,
meu amor, eu te amo, porque tu és centro gravitacional
deste grande Brasil de D. Pedro I, de D. João VI, dos inconfidentes.
Eu
te amo, plano piloto, porque tu és qual núcleo central
de um átomo... girando em torno de ti como elétrons, prótons,
mésons, estão: Taguatinga, Gama, Cruzeiro Velho, Cruzeiro Novo,
Braslândia, Ceilândia, Guará I, Guará II, Sobradinho e Planaltina.

Brasília,
meu amor, eu te amo, porque tu és centro político social
deste bravo Brasil de José Bonifácio, Castro Alves, Augusto dos Anjos.

Eu
te amo, plano piloto, com sua Asa Sul panorâmica... A W-3 de mil amores,
a bonita W-2 e a W-1 que, embora, impedidas em teu percurso,
merecem versos de amor na tarde fria de Outubro.

Eu
te amo, plano piloto, com tuas belas igrejas, a moderna Catedral,
a Dom Bosco, os Ministérios, o Itamaraty, o Congresso Nacional...
o Palácio da Alvorada... a Praça dos Três Poderes e o lago azul.

Eu
te amo, Asa Norte, antes semi-abandonada, mas tu serás,
ainda, o mais belo recanto da nova Capital... Olha, minha Asa Norte,
não fiques tão triste... tu tens o Iate Clube, o Minas Tênis
e até mesmo a formidável U.N.B.

Eu
te amo, plano piloto, porque tu és núcleo central do átomo,
que é Brasília... girando em torno de ti estão o Gama
com suas florestas de antena de TV... Sobradinho, com suas casinhas pequenas
habitadas por homens grandes... Cruzeiro Velho e o Novo também...
Eu te adoro, Guará I e, Guará II e tu Taguatinga,
por que não deveria, também, idolatrar a ti, que acomodas modernos candangos.

Eu
te venero, Planaltina, marco inicial da grande epopéia do homem,
e tu, Braslândia que, embora distante, vives bem juntinho ao coração
do poeta; e tu, ó minha bem amada Ceilândia, como te quero tanto,
porque ainda és parente pobre da nova Capital...
tu és pequena, é bem verdade, mas tenhas fé, bons olhos velarão por teus filhos...
e tu, Núcleo Bandeirante, tu dispensas comentário;
teu próprio nome diz tudo: Tu és pai e fonte de Brasília...
tu és a própria história da epopéia gigante do homem no Planalto Central.

Tu,
Núcleo Bandeirante, és história legítima e para que tu existisses
foi necessário que muitos morressem... olha o passado,
veja Tiradentes lutando, para que vivesses um dia...
Veja Fernão Dias Paes Leme e até mesmo Anhanguera,
queimando águas do Rio, para que pudesse pisar e avançar em teu solo,
criando, e multiplicando caminhos.

Eu
te amo, Núcleo Bandeirante,
porque foste tu que abrigaste meus irmãos candangos,
reencarnação dos construtores de Pirâmides do Egito...
foste tu que abrigaste heróis anônimos vindos do Norte,
Sul, Leste e Oeste e que foram condecorados pela medalha do esquecimento,
da renúncia. Eu te amo, meus candangos, que, sob chuva e sol inclemente,
construíram Brasília, para outros viverem...
não chorem, meus candangos, a vida é assim mesmo...
tu não conheces o ditado que diz: “O sol dos gênios só brilha sobre a rampa
dos campanários”.

Eu
te amo, Brasília, porque tu és como núcleo central do sistema solar;
gravitando em torno de ti estão o Amazonas, o Pará, o Rio de Janeiro,
São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande  do Sul
e o resto da vastidão do Brasil verde amarelo.

Eu
te amo, Brasília, porque tu és como centro de uma nebulosa,
regendo o concerto das nações, onde centenas de cidade-estrela
giram em torno de teu centro magnético, dando harmonia e equilíbrio
ao mundo... Eu te amo, Brasília; tu és luz desintegrada
na explosão de um átomo, iluminando a América Latina,
para a unidade, histórica do homem na face da terra,
preparando campo para criação do Governo Universal.

BRASÍLIA DE DESEJO E POSSE


Brasília,
eu amo você, como a criança ama
sua namorada na virgindade do primeiro beijo
quente, na ternura da emoção inesquecível.

Brasília,
amo você porque seu pai foi JK,
amante do povo, líder maior de seu tempo
e que levou o Brasileiro litorâneo,
para o interior da pátria, rasgando florestas
no sonoro barulho dos tratores,
das máquinas na terra vermelha, atravessando rios,
obstáculos, sob o sol inclemente no Planalto Central,
rumo à Amazônia virgem, berço da nova civilização
do terceiro milênio.

Brasília,
amo você como o homem ama a mulher derradeira,
de carne branca, fina, perfumada, macia e enlouquecedora na tarde fria.

Brasília,
sedutora, seus seios são os palácios de Niemeyer,
seu corpo virgem é o plano piloto de Lúcio Costa...
a asa sul... a asa norte...
o lago norte... o lago sul...

Amo
você, Brasília, símbolo do Brasil Verde-amarelo,
deste povo sofrido, espoliado, que um dia se libertará,
encontrando seu destino, na liderança deste planeta azul de mil cachoeiras.

Brasília,
seu pai foi JK, sua mãe Lúcio Costa,
seu corpo escultural, seu encanto,
sua sedução nasceram da magia de Niemeyer,
arquiteto, artista plástico do concreto em curvas de sensualidade
e posse, que leva ao êxtase a macia carne,
o espírito enlouquecido.

Brasília,
meu amor, você sempre foi-me fiel na dor, na alegria,
no desespero, no sofrimento, que tortura, fere, mata.

Brasília,
Brasília dos meus amores verdadeiros,
eu amo você, como o macho ama sua mulher em noite de núpcias,
ou como a criança venera seu suntuoso natal,
seu único sonho e o adolescente seu beijo quente, pioneiro.

Brasília,
Brasília dos meus históricos amores em noites estreladas,
pioneiras, peregrinas, levando o mísero poeta
ao delírio no embriagado orgasmo na magistral sinfonia ao luar,
provocada pela arquitetônica poesia do Memorial JK,
do Congresso Nacional, da Catedral,
da pirâmide da LBV, da arquitetura mágica e sinfônica
do Palácio da Alvorada.

BRASÍLIA TEU NOME É AMOR


Primeiro
vieram silvícolas, fugindo da escravidão do branco,
que traziam a bandeira da revolução material
e a algema do espírito, preso a fatalidade histórica
da evolução da matéria, energia condensada.

Depois
chegaram bandeirantes com botas de sete léguas
à procura do ouro milenar, do diamante escondido na terra
e no leito dos córregos de mil cachoeiras.

Foi
aqui, no sertão virgem do Brasil Central,
que se deu o grito incrédulo dos nativos... ANHANGUERA!...
ANHANGUERA!...vulto desconhecido, espectro do diabo.

Foi
aqui, também, que os varões índios, artistas da natureza,
levaram aos lábios vermelhos das Iracemas, netas da lua,
o teu doce beijo no cenário natural, na sinfonia dos pássaros.

Foi
aqui, também, no cenário virgem do Brasil Central,
palco dos primitivos Romeus e Julietas,
que surgiria Brasília não só de cimento, de ferro, de arquitetura inovada,
de quadras isoladas, de ruas sem esquinas, sem cruzamentos,
mas a Brasília super-moderna de Niemeyer e Lúcio Costa,
onde os namorados se querem, se  beijam, à sombra fresca das árvores coloridas.

Eu
te amo, Brasília, como a criança ama sua primeira boneca de pano.
Eu te venero, Brasília, como noiva de branco véu,
porque foste tu que acenaste para mim no bendito amor,
quando meu ser estava na incompreensão, na dor,
faltando-me apoio moral em horas difíceis...
por tudo isto te amo ó idolatrada Brasília de mil candangos.

Tu
foste o barco simbólico, que salvou o poeta do naufrágio
e é por isso, que levarei em versos tua essência
a todos os quadrantes do mundo e terei orgulho de dizer aos irmãos
de outras plagas, que sou filho de tua periferia,
sou o poeta nativo do Planalto Central,
que se viu fecundado nalma pura por teu nome, Brasília...
que é beleza, ternura, e preparação de Deus,
para implantar no coração da América a nova era do amor
Latino-americano.

BRASÍLIA... JK, MEU HERÓI


Brasília,
centro gravitacional, tronco político deste bravo Brasil,
que se levanta do sono letárgico de quase cinco séculos,
na conscientização de uma nova era.

Brasília,
bela cidade, que floresce no coração da pátria em festa;
tu foste fecundada e nascida do otimismo de um povo...
teu pai foi JK... tua mãe é o Brasil...
teu sangue é o de Tiradentes... tuas mãos são as do candango...
teu espírito é Niemeyer... teu corpo é Lúcio Costa...
teu coração é a pátria... tuas pernas, Brasília, são os moços...
teus nervos e tua musculatura são os estudantes
que representam o futuro... Brasília, centro gravitacional,
tronco político, esperança do Brasil.

Brasília,
bela cidade que floresce no coração da pátria em festa...

Tua
missão é nobre, teu destino é supremo, porque tua figura,
é imagem do Bandeirante, refletida na integração do homem
no solo pátrio.

Teu
destino é de levar a unidade a todos os quadrantes
da nacionalidade mãe e, acima de tudo Brasília,
tua missão e teu destino são mais nobres ainda: são frutos do otimismo
de todo um povo, que é preparação abençoada do Brasil,
para implantar no coração do Amazonas, o início de uma nova era
na História gigantesca deste grande Brasil, que amo acima de todos
os altares.
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